Aconteceu no dia 11 de março no Centro Especializado em Reabilitação da APAE de Pará de Minas, uma capacitação para os profissionais da instituição, voltada para a área da saúde com o tema: “O modelo social da deficiência” ministrado pelo Superintendente do Instituto de Ensino e Pesquisa Darci Barbosa (IEP-MG) Sérgio Sampaio.
Segundo Sérgio esta capacitação teve como premissa mostrar como a visão social desta pessoa interfere nas práticas cotidianas de quem trabalha no processo de habilitação e reabilitação na área da saúde, começando na avaliação e diagnóstico da pessoa com deficiência.
Participaram desta capacitação 33 profissionais da APAE de Pará de Minas. Dulcemar Lopes Terapeuta Ocupacional ressalta que “a capacitação sobre o Modelo Social da deficiência, com Sérgio Sampaio, foi de grande importância para a nossa prática com as pessoas com Deficiência e suas famílias. Sérgio trouxe reflexões interessantes sobre o diagnóstico e a intervenção clínica, com a visão social. Pensando sempre no contexto social em que a pessoa está inserida, interferindo positiva ou negativamente nas potencialidades ou limitações de cada indivíduo, considerando a "lesão" existente”.
Thais Noronha coordenadora da reabilitação física e visual da APAE, complementou ao relatar que: "além de uma contextualização clara e objetiva sobre o processo histórico de evolução desse modelo, a palestra trouxe outros argumentos/embasamentos em prol da promoção da participação da pessoa com deficiência. Reforçou a mudança de paradigma dos atendimentos de saúde de um modelo biomédico para um modelo biopsicossocial. Essa mudança nos faz refletir sobre os planos terapêuticos traçados para a pessoa com deficiência, considerando a relação da família e da sociedade com essa condição, objetivando cada vez mais a participação social. Ou seja, condutas cuja finalidade prioritária seja o favorecimento dessa participação e não apenas a funcionalidade – substituição de uma visão funcional por uma visão social".
A APAE de Pará de Minas busca proporcionar e ampliar o conhecimento da sua equipe para que as práticas aprendidas provoquem mudanças na forma de pensar e encarar a deficiência em prol da participação da pessoa com deficiência.